MOVIMENTO DE REPRESENTAÇÃO DOS POLICIAIS – Gilson Responde | Grupo Pró PM
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MOVIMENTO DE REPRESENTAÇÃO DOS POLICIAIS – Gilson Responde

 

 GILSON RESPONDE

 PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O MOVIMENTO DE REPRESENTAÇÃO DOS POLICIAIS. (Perguntas comuns em todas as reuniões realizadas)

 PERGUNTA: O que é exatamente o MRP? Ele não se confunde com a representação já exercida pelas ASSOCIAÇÕES da BM?

RESPOSTA: É um  movimento que entendemos que todo o policial esperava, pois há quase uma unanimidade com a opinião de que seria muito importante que tivéssemos representação nas casas legislativas, onde as coisas acontecem ou deixam de acontecer, portanto é um movimento que em resumo representa a vontade de todos os PMs, alimentando a conscientização da necessidade urgente de buscarmos em conjunto esta representação legitima. Esta iniciativa pode servir de modelo para os policiais de todo o país.

Importante salientar que o Movimento é uma “célula” do Grupo Pró Policiais Militares do RS, criado em 2010 e não tem como objetivo, substituir ou concorrer com Entidades Associativas da Brigada Militar, embora em alguns pontos elas se assemelhem no campo de lutas coletivas, aliás, essa discussão que fazemos, (eleger representação) em algumas associações não é sequer autorizado pelos seus estatutos.

Visto com bons olhos o MOVIMENTO vem também em apoio às associações, quando via de regra elas não encontram um gabinete que recepcione seus pleitos com tanta dedicação, o que ocorrerá se tivermos um ou mais brigadianos eleitos nos parlamentos.

 PERGUNTA: O objetivo principal é eleger um brigadiano para a Assembléia Legislativa do RS?

RESPOSTA: Sim, é o nosso desejo, mas não é o único objetivo. Após uma discussão ampla em todo o Estado, queremos mostrar que é possível participarmos da vida política em várias frentes, ou seja, participando de Conselhos Municipais, disputando Conselhos Tutelares, por exemplo, e logicamente a próxima eleição municipal que será em 2016, onde há o planejamento de apoiar efetivamente candidatos da BM, o que servirá de alicerce para que tenhamos reais possibilidades de eleger em 2018 não só um Deputado Estadual, mas também um Deputado Federal, isso seria o ideal.

- Não cansamos de repetir, em todas as reuniões, que somos detentores de um coeficiente eleitoral que ultrapassa a 200 MIL VOTOS, entre ativos, inativos e pensionistas, somados a seus familiares.

 PERGUNTA: Como o Grupo Pró Policiais Militares pretende realizar a escolha do candidato ideal?

RESPOSTA: Existe um longo caminho a percorrer até a escolha do Pré Candidato, que começa pelo diálogo e conscientização com todos, com campanhas que motivem tal discussão, e isso será efetivo com os seminários, reuniões debates em redes sociais e por todos os meios de participação.

Estamos realizando reuniões com grupos de Policiais, associações e demais entidades da BM, para a partir deste convencimento da necessidade de união, possibilitar que cada interessado apresentem nomes que possam contribuir com o projeto maior, no momento apropriado. Se tivermos 50 candidaturas a vereador, por exemplo, poderemos dar sustentação a uma candidatura em 2018

 PERGUNTA: Qual o perfil que o GPróPM entende como sendo o ideal, para concorrer a Deputado Estadual e Federal?

RESPOSTA: O candidato ideal será aquele primeiramente que não tenha a sua candidatura tão somente como um desejo pessoal, mas sim que esteja disposto e comprometido a defender o projeto coletivo que estamos a formatar com todos os policiais.

 PERGUNTA: O nome será de um PRAÇA da Brigada Militar?

RESPOSTA: O GPróPM foi idealizado ao longo de mais de 05 anos e seus objetivos estatutários não são um amontoado de letras e artigos e temos como lema “UNIDOS SOMOS  MAIS FORTES”, e esta união que queremos deve estar isenta de preconceitos que carregamos ao longo dos tempos que só serviram para nossa desunião.

Demonstramos isto internamente, pois a organização do GPróPM é constituída de servidores de todos os postos e graduações todos eles com a sua importância.

Se olharmos para os lados, com boa vontade de unir esforços, veremos que a Brigada Militar tem servidores de SOLDADO A CORONEL, que além de serem pessoas solidárias e bons profissionais, são ótimos administradores, sejam em associações de Bairros, associações de Classe, movimentos religiosos etc…

Temos exemplos claros de boa representação. Maior exemplo foram as últimas eleições municipais onde ainda que em número muito pequeno tivemos eleitos de coronel a soldado, por exemplo.

Se olharmos em outros Estados, vamos encontrar deputados eleitos de todas as graduações, então partindo de bons exemplos não devemos ter visão pré-concebida que não nos levará a nenhum lugar.

 PERGUNTA: Poderá ser lançado um candidato da direção do GPróPM nas próximas eleições?

RESPOSTA: Como dissemos, não poderá haver preconceito quanto a nomes, mas há uma vontade do Grupo para que não sejam lançados nomes que venham da diretoria do GPróPM, o que não significa proibição pois todos são livres, simplesmente queremos ter possibilidades menores de erro quanto ao nosso projeto.

Já vivenciamos situações, em que uma entidade, somente passa a apoiar um projeto se o Pré Candidato for o seu presidente e isso acontece em várias associações ou sindicatos de categorias profissionais e normalmente acabam por não elegê-los, pois ele passa a ser um projeto de direção e não da classe em si.

  PERGUNTA: Poderá então se dizer que não há importância quanto a nomes e currículos do Pré Candidato?

RESPOSTA: Não nesses termos, pois deverá ser levado em conta uma série de fatores referente aos Pré candidatos, como por exemplo a vida ilibada, discernimento político, experiência em articulação política, liderança e logicamente o interesse em defender um projeto dos Policiais Militares.

 PERGUNTA: Pode se dizer que o Pré Candidato, uma vez eleito, irá defender um projeto, ou “cartilha dos PMs”, criado pelo GPróPM?

RESPOSTA: obviamente que a atuação do parlamentar é muito ampla, vão da fiscalização do poder executivo ao encaminhamento e votação de projetos sobre educação, segurança, saúde e vários outros temas que ele deverá se envolver, mas ele terá uma atenção exclusiva à base que lhe elegeu e lhe dará sustentação, apresentando e defendendo os PMs e a instituição policial.

 PERGUNTA: O Movimento de Representação tem consciência de que será difícil imaginar que todos os policiais abram mão de sua intenção de concorrer nas próximas eleições para apoiarem o escolhido, o que ocorre então se houverem outros candidatos da Brigada em 2018?

RESPOSTA: Haverá primeiramente o respeito a outros colegas que se lançarem candidatos, ou forem lançados por algum grupo ou pelo natural “assédio” dos partidos políticos.

Estamos longe de querer fazer uma UNANIMIDADE, o que queremos é construir o mínimo de consenso de candidaturas viáveis e principalmente em longo prazo, planejar o que queremos que seja defendido com prioridade durante os 04 anos na Assembleia e na Câmara Federal.

Se conseguirmos êxito com este movimento e outros policiais consigam se eleger,sem o apoio deste movimento, ótimo! – teremos outros à nos defenderem, não é tudo o que queremos no que se refere a representação? Não é isso que estamos com carência? Alguém que nos momentos de discussão tão profunda como as atuais, possa nos representar com conhecimento de causa.

 PERGUNTA: Qual será a função do MRP e do GPróPM, após a eleição de um Deputado Estadual e Federal?

RESPOSTA: O GPróPM não foi criado para a representação política exclusivamente, portanto o grupo permanece com suas funções de Associação de estudos e projetos, desenvolvendo trabalhos em outras áreas conforme as finalidades estatutárias e o MRP, como Comissão temática, continuará com a busca de articulação rumo a uma maior representação política sejam por exemplo apoiando os candidatos a vereadores eleitos e outros que busquem se eleger nas próximas eleições, procurando multiplicar esta ‘força” em todo o RS, já com o apoio, de um Deputado Estadual e Federal.

 PERGUNTA: A direção do GPróPM, acredita que será possível unir os PMs com esse objetivo?

RESPOSTA: Há uma confiança muito grande, mas não será uma imposição, temos que observar o mínimo de viabilidade com os pretensos candidatos, temos a convicção de que o momento é o mais adequado possível, mas a execução, como já dissemos dependerá do coletivo de policiais.

Já tivemos várias experiências em várias eleições, e aprendemos que a forma não foi eficiente para eleger um policial, mas jamais foi feito o que estamos fazendo.

Ficamos a assistir no parlamento, defensores de vários segmentos, mesmo o segmento dos “ mensaleiros” e nós que somos um “exército de eleitores” DE BEM, devemos despertar para essa consciência e possibilidade real.

Somente lamentação não nos leva a nenhum lugar.

Além disso, passadas as eleições, temos verificado que a exemplo de todos os segmentos, 80% dos policiais sequer lembram para quem votaram nas últimas eleições. Não seria a hora de dar uma consequência positiva para o nosso próprio voto?

 PERGUNTA: O GPróPM não teme a reprovação do Comando da Corporação por esta iniciativa política?

RESPOSTA: Não vemos esta possibilidade, em virtude de que estamos a falar até agora, justamente no bem estar dos policiais, que são a própria instituição Brigada Militar.

O projeto do MRP, não se movimenta contra os Governos e a Instituição, ao contrário, age em favor do próprio Estado, que está a se modernizar, e a Brigada como instituição indispensável, dentro deste contexto, deve ser defendida e isso acontece por meio do debate político que se finda lá no parlamento, que é carente de pessoas capacitadas a encaminharem esses pleitos com conhecimento de causa, como já dissemos.

Quando lutamos por exemplo, por ter um deputado que encaminhe ou discuta mecanismos para melhorar o nosso salário, que é um dos piores do país, não estamos lutando contra um governo, mas em favor dele e da própria Brigada, que terá um policial ainda mais motivado a exercer com melhor excelência os serviços que a sociedade espera.

Estamos conscientes e preparados para as críticas naturais,  e queremos conviver com questionamentos, mas não iremos sob qualquer hipótese nos afastar dos objetivos que nos propomos.

- Em síntese fica visível que nosso interesse além de legítimo e legal é em favor também da Brigada Militar.

PERGUNTA: Poderá esse movimento, decidir apoiar algum candidato que não seja policial mas que tenha inserção e interesse em defender as “bandeiras” dos servidores da Brigada Militar?

RESPOSTA: As decisões sempre serão tomadas pela maioria, temos um grande anseio que esses candidatos sejam da classe policial, mas nosso projeto vai além das eleições de 2018, nas eleições municipais, queremos ter forças para construir candidaturas a vereador em todo o interior do Estado, por exemplo, além de temas que queremos que sejam defendidos nas casas legislativas, então se a maioria decidir em apoiar algum candidato que se comprometa permanentemente com nosso PROJETO POLÍTICO será acatado a vontade COLETIVA, sempre deixando claro que quem conhece os nossos problemas e o dilema da segurança pública somos nós servidores.

É importante lembrar, a bem da verdade que já tivemos nossos DEFENSORES na Assembléia, com seus acertos e erros, alguns deles como os Deputados JOÃO OSÓRIO (PMDB), JOSÉ GOMES (PT) e MARQUINHOS LANG (DEM) e iniciando sua trajetória o Bombeiro Bianchini

O que ocorre é que esses deputados não tiveram um grupo, uma agremiação, uma associação que pudesse assessorá-los  na construção de suas candidaturas e cobrar compromissos assumidos, com isso os erros ocorreriam em proporções menores.

É inegável que hoje estamos “ÓRFÃOS DE REPRESENTAÇÃO” pois não temos a quem recorrer nos parlamentos.

Estamos a presenciar algumas possibilidades de modificações históricas em nossa carreira de Policiais, no entanto, não temos “ANCORA” em nenhum policial eleito que possa apresentar o contraponto, com dados reais dos vários prejuízos que podem acarretar aos servidores as medidas governamentais realizadas em momento de CRISE do Estado.

Quem sabe e pode apresentar à sociedade um debate mais qualificado é justamente o POLICIAL que sofre e convive com a vasta atmosfera da Segurança Pública. Mas repito: somente lamentações não nos levam a nenhum lugar. VAMOS CONSTRUIR JUNTOS?